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Seu condomínio subiu muito? Tem explicação!

August 2, 2018

Já há alguns anos o condomínio vem subindo mais que a inflação na cidade de São Paulo e em todo o país. Mais que a inflação, mais que o aluguel. Mas o que explica isso?

 

Na verdade o condomínio é o serviço que você paga para ter segurança, limpeza, manutenção e conservação da áreas comuns; para ter funcionários cuidando da segurança e da limpeza, para ter água e energia elétrica nas áreas comuns; para fazer um fundo com o objetivo de manter o condomínio cuidado e por consequência sua casa, escritório ou apartamento valorizado.

 

E todas as coisas, tiveram aumentos superiores à inflação nos últimos anos. Para se ter uma ideia só o reajuste das concessionárias neste ano foi muito superior à inflação. Em São Paulo a energia subiu 15% e água e esgoto, 8%. Estas despesas representam, de 20% a 30% o valor do condomínio. O maior impacto é sem dúvida com a folha de pagamento dos funcionários. Ela representa de 50% a 60% de tudo que você paga quando paga condomínio, no último ano o dissídio aprovado para a categoria de funcionários de condomínios em São Paulo foi de 9,5%.

 

A inflação  não chegou a 5% no acumulado de 12 meses até julho/2018. A comparação do aluguel, apesar de ambas despesas fazerem parte do grupo de custo com moradia, não faz sentido. Os alugueis são regidos por dois indicadores básicos oferta X demanda e o IGP-M. E ambos estão muito favoráveis a inquilinos pressionando os preços para baixo (até fevereiro o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses estava negativo e só mostra sinais de equiparação com a inflação nos últimos 2 ou 3 meses.

 

Nesse cenário não há mágica.  O valor do condomínio acompanha todos os serviços que ele carrega. Claro que existem saídas para procurar manter o orçamento o mais equilibrado possível. Entender se os contratos estão dentro dos valores médios praticados pelo mercado, ter uma gestão eficaz no combate à inadimplência, fazer campanhas para economia de água e energia  procurar alternativas que otimizem estes consumos, ter uma folha de pagamento adequada e enxuta sem muitas horas extras, avaliar os benefícios da portaria virtual. O que não vale é a economia pela economia.

 

Deixar de aumentar o condomínio e usar a poupança para despesas do dia a dia; não fazer as reformas aprovadas;  trocar fornecedores bons por outros menos qualificados… Estas decisões de curto prazo e sem planejamento têm um único prejudicado: o condômino, ou seja, você. Que com o tempo verá seu imóvel desatualizado e desvalorizado. O condomínio subiu mesmo e isso não é uma notícia das melhores, mas talvez seja mais preocupante morar em um condomínio que não tem reajustes há 2, 3 ou 4 anos. A  melhor saída é participar das decisões, propor uma gestão colaborativa e compartilhada e entender que otimizar as despesas é uma tarefa que precisa ser feita com cuidado e responsabilidade.

 

Fonte: www.estadao.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

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